Sabe a diferença entre o Canvas do Modelo de Negócio e a Validation Rocket?

Sabe a diferença entre o Canvas do Modelo de Negócio e a Validation Rocket?

Eu sou o Dan Lopes, e sou criador da VR, uma metodologia de empreendedorismo e inovação que lhe permite colocar um produto, serviço ou negócio no mercado em tempo recorde, sem riscos, sem sofrimento, e, acima de tudo, sem desperdiçar dinheiro.

Então esse artigo é para abordar a VR? Sim, sim, mas a partir de uma perspectiva comparativa…

Deixe-me explicar melhor.

Desde que coloquei a Metodologia VR no mercado, em 2014, a comparação com o Business Model Canvas (Canvas do Modelo de Negócios) tem sido inevitável. As pessoas frequentemente me perguntam qual é a diferença entre elas, e algumas ainda se arriscam a dizer que são a mesma coisa.

Tudo bem. Não me incomodo com as perguntas, nem com as comparações. Ainda assim, decidi escrever esse artigo para esclarecer aquilo que acredito que sejam as grandes diferenças entre as duas propostas.

Então, vamos lá.

Permita-me começar pelo Canvas.

Canvas do Modelo de Negócios (Canvas)

Quando o assunto é criação de modelos de negócios ditos inovadores, certamente o Canvas do Modelo de Negócios (Canvas) é umas das ferramentas mais conhecidas e utilizadas nos quatro cantos do mundo.

A ferramenta cocriada por Alex Osterwalder, fruto de um trabalho acadêmico, é incrivelmente simples e efetiva para o design de modelos de negócio, e traz consigo um apelo visual interessantíssimo, que facilita, e muito, entender como as componentes de um negócio se encaixam uns aos outros.

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Introduzido em 2010 com o lançamento do livro Business Model Generation, o Canvas é dividido em 9 (nove) blocos estruturantes, que, quando combinados, respondem a quatro perguntas indispensáveis sobre a nova proposta de modelo de negócio: O que? Para quem? Como? Quanto?

Não foi por acaso que o Canvas caiu no gosto de empreendedores e inovadores corporativos. O preenchimento é relativamente rápido e, o processo em si, quando realizado em grupo, estimula a reflexão e é excelente fonte de insights.

Ao final do exercício, a ideia estará mais organizada e, o modelo de negócio, mais estruturado. Outro benefício de utilizar o Canvas está relacionado com a preparação do discurso. Distribuir as ideias pelos 9 blocos da ferramenta também ajuda na escolha dos argumentos para engajar parceiros, sócios, clientes e investidores, ou até mesmo para convencer a liderança ou diretoria a liberar recursos…

Quando as coisas começam a mudar de figura

Agora imagine a seguinte situação hipotética ideal.

Você elaborou seu modelo de negócio usando o Canvas, preparou uma bela apresentação baseado nele e, então, captou recursos para executar seu projeto. No dia seguinte, com a adrenalina mais baixa, é hora de colocar pra quebrar e executar o plano, atividade por atividade…mas espera…que plano? Quais atividades são essas? Só nesse momento você se dá conta que não há plano de execução algum, e que tem em mãos apenas a estrutura macro do projeto.

De fato, essa não é a proposta do Canvas, e isso é deixado claro desde o começo (as pessoas é que acabam se esquecendo desse pequeno detalhe). Portanto, cabe ao usuário encontrar, por conta própria, a melhor maneira de tirar do papel, isto é, transformar os post-its em um plano de ação conexo e exequível. O que, cá entre nós, é, de longe, um processo muito mais complexo. E, o pior de tudo. Não há um instrumento por aí para nos ajudar nessa tarefa que seja tão simples quanto o Canvas do Modelo de Negócio.

Imagine outra situação, também hipotética, só que bem mais provável (realista) do que a anterior.

Você elaborou seu modelo de negócio usando o Canvas, preparou uma bela apresentação baseado nele e, confiante, foi apresentar para uma banca de avaliadores, digamos, de carne e osso. Eles disferem diversas perguntas. É garantido que nada vai dar errado? Não há pontos de atenção que merecem mais cuidado? Você tem certeza de tudo isso? Você mapeou os riscos? Planejou como mitigá-los? Quais são os próximos passos considerando que nós iremos lhe dar o dinheiro? Como você vai tirar isso do papel? Cadê o plano de implementação? E por aí vai…

Deu uma bela complicada, não é mesmo? Dá até para sentir o frio na barriga ou ouvir o sonzinho do grilo lá no final da sala, certo?

A realidade é que por mais que você improvise e faça malabarismo com as palavras, dificilmente você conseguiria os recursos. Muito pelo contrário. É mais provável que saia deixando a imagem de não estar preparado nem para tocar a própria ideia nem para gerir o dinheiro de um possível investimento.

Só lhe restaria, então, agradecer, colocar o computador de baixo do braço delicadamente, correr para casa, olhar para o Canvas grudado na parede e começar a quebrar a cabeça tentando responder cada uma daquelas (e tantas outras) perguntas. Tentar…

Por que “tentar”?

Porque não é a função do Canvas auxiliar o usuário no mapeamento de riscos, incertezas e hipóteses, tampouco a ferramenta tem a missão de lhe ajudar no planejamento da execução, atividade após atividade.

Nessa situação, novamente, cabe ao usuário buscar, por conta própria, outras maneiras para conseguir avançar com o projeto. Na maioria das vezes ele se depara com tanta complexidade lá fora que opta por abandonar o projeto ou tentar executá-lo sem estruturação prévia. Em qualquer das alternativas o resultado acaba sendo um só no final do dia: frustração!

Bom, mas e aí?

Suponho que, por estar lendo esse artigo você é uma pessoa de mente aberta, que quer chegar mais longe do que a grande maioria, e não quer fazer parte da média medíocre, certo? Então, é bem provável que tenha lhe surgido a pergunta de um milhão de dólares: “Tá. O Canvas é excelente, mas é restrito a uma parte bem pequena do projeto. Como, então, transformar a minha ideia em numa solução ou num negócio de sucesso?”.

Conheça a VR, uma metodologia que daqui a pouquinho estará nas prateleiras das melhores livrarias do país (pelo selo Alta Books).

Metodologia VR

A VR, que até 2018 chegou a 5.000 pessoas e 55 empresas, é uma metodologia no formato de passo a passo que cobre a jornada completa de criação e lançamento de soluções e negócios inovadores, desde a concepção (ideação e modelagem), validação e desenvolvimento (prototipagem e experimentação), até a chegada definitiva no mercado.

Na prática, isso significa que a VR não é somente uma ferramenta com fim em si mesma, muito menos enclausura seus usuários com restrições ou limitações. A metodologia, na verdade, é um guia incrivelmente simples e intuitivo, que divide a jornada empreendedora toda em apenas nove estágios, conectados entre si na forma de um ciclo (o Ciclo VR, apresentado na imagem a seguir).

CiCLO VR E OS NOVE ESTÁGIOS DE LANÇAMENTO

E não para por aí.

Além do Ciclo VR (passo a passo macro), a VR desce ao nível micro, da execução, e

instrumentaliza os usuários com os modelos preenchíveis necessários para efetivamente dar vida ao empreendimento. Ou seja, quem utiliza a metodologia não fica desamparado na hora de materializar o projeto. De fato, quem utiliza a VR não fica desamparado em momento algum, especialmente durante os primeiros passos.

Esses modelos são as Ferramentas de Lançamento, que recebem o nome de Foguete e Propulsor (e podem ser baixadas gratuitamente clicando aqui).

Foguete e Propulsor

Como a mágica acontece: lançamento de foguete atrás de foguete

Sua missão em todo e qualquer Ciclo VR será colocar à prova (ou validar) uma parte do seu projeto, desde o primeiro ciclo, não importa se é um projeto de startup ou de inovação corporativa, e não importa se está apenas no campo das ideias ou já está bem maduro.

Esse processo contínuo de validação – chamado de lançamento (de foguetes, é claro) – é o instrumento-chave que abastecerá o projeto com dados e informações reais, ciclo a após, criando condições para ajustes e refinamento ao longo do caminho até que se atinja um nível de confiança minimamente aceitável para realizar o lançamento definitivo da solução/negócio.

Todo o conhecimento, aprendizado e experiência acumulados após n lançamentos encaminharão o projeto para uma solução cobiçada pela clientela. Por essa razão, quanto mais foguetes forem lançados, melhor.

E, por isso digo que, os indivíduos, times e empresas que aprendem os mecanismos da VR se tornam Lançadores de Foguetes (LFs), ou seja, verdadeiras máquinas de validação e inovação (as vendas são apenas consequência).

Poderoso mecanismo de redução de risco

O Ciclo VR habilita indivíduos e times a mapearem suposições e inferências em projetos e iniciativas inovadoras, a priorizarem aquelas que são mais críticas, duvidosas ou arriscadas, para, então, atacá-las (ou validá-las), uma-a-uma, ciclo após ciclo. A VR é, portanto, um poderoso dispositivo que entrega redução de riscos e eliminação de desperdícios, ao mesmo tempo em que maximiza o potencial de sucesso dos projetos de empreendedorismo e inovação.

Simplicidade com muita, muita efetividade

Apesar do nome, a VR não tem nada de Ciência de Foguete. Ela é fácil de ser aprendida e você não precisa ter bagagem técnica ou qualquer conhecimento prévio de negócios ou ferramentas de empreendedorismo, vendas e inovação, para aplicá-la agora mesmo às suas ideias, projetos ou mesmo negócios já estabelecidos. Eu construí essa ferramenta para que qualquer indivíduo ou time pudesse digeri-la rapidamente e em questão de instantes já conseguisse colocar a mão na massa.

Dispensando a colcha de retalhos

É importantíssimo saber que a VR é uma metodologia completa que vai de ponta a ponta da jornada de validação de soluções e negócios inovadores, e isso significa que você não precisará utilizar outros frameworks ou ferramentas auxiliares para chegar lá, nem mesmo aqueles já tão conhecidos e utilizados, como o Business Model CanvasValue Proposition DesignDesign ThinkingStartup Enxuta ou Customer Development.

Tira-teima prático:

Nada melhor do que a prática, a vivência, a experimentação, para tirar qualquer pingo de dúvida que eventualmente tenha ficado para trás. Por isso, deixe-me fazer uma sugestão, que será incrivelmente melhor aproveitada se você tiver uma ideia ou um projeto real que queira desenvolver.

Aplique o Canvas do Modelo de Negócios à ideia ou ao projeto (você pode ter acesso à ferramenta aqui). Quando concluir o exercício no Canvas, aplique a VR à mesma ideia ou ao mesmo projeto (baixe os materiais aqui). E quando digo aplicar não é só fazer o Foguete. Vá, pelo menos, até o final do Estágio 5 – Planejar, do Ciclo VR.

Ficarei honrado se você fizer esses dois exercícios, e ainda mais feliz se puder compartilhar seu ponto de vista e percepções. O que acha? Podemos combinar desse jeito?

Estarei monitorando de perto, caso precise da minha ajuda (no Guia do KIT VR eu disponibilizo meus principais canais de contato). Combinado?

Se interessou na VR? Baixe o KIT VR. É totalmente gratuito.

As Ferramentas de Lançamento em versão digital (tamanho real) e um Guia explicando detalhes do Ciclo VR e da aplicação do Foguete e Propulsor estão disponíveis, gratuitamente, no KIT VR.

Para baixá-lo, basta clicar aqui.

Fazendo o download hoje você ainda terá o direito a 4 mini vídeo-aulas gravadas, em que eu, Dan, lhe oriento a aplicar a VR ao seu projeto.

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Dúvidas/Comercial: contato@validationrocket.com